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OUTDOOR Galeria pública para arte digital

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O projecto Galeria Pública para Artes Digitais teve início, em 2005, com o intuito de interrogar o conceito de galeria de arte e espaços museológicos e de o integrar ao espaço da cidade.  Pretendeu-se então agir, tendo presente "a necessidade de alargar o discurso artístico à Polis", na esteira do conceito de "aldeia global" vinculado pelas tecnologias on-line. Os recursos a estas tecnologias potenciam o desenvolvimento deste projecto através de ativas participações de artistas situados em diferentes países e continentes. Neste sentido, prevaleceu desde o início deste projecto, as ideias aglutinadoras da necessidade destas participações artísticas à distância se materializam no espaço urbano, através de um suporte do tipo outdoor, que de alguma forma permitisse a visibilidade dessa relação íntima da obra com o espaço quotidiano da cidade.

    Desde logo, uma vez decidido o design do equipamento urbano exclusivamente construído para o evento, tornou-se então, absolutamente necessário, que as intervenções artísticas à distância revestissem a forma  de ficheiros digitais que posteriormente permitissem a sua manipulação e impressão.

    De acordo com estas premissas, a sequência inicial deste projecto artístico baseado em participações artísticas à distância (de 2005 a 2007) consistiu no convite a diversos artistas internacionais a enviarem as suas obras sobre a forma de produções digitais. Após a sua receção, estas obras recebidas sobre a forma de ficheiros digitais, foram manipuladas e impressas em materiais que possibilitaram a sua posterior montagem em outdoors acessíveis ao longo do percurso pedonal da vila.

    Posteriormente, este projecto artístico de intervenção pública, transitou em 2008, para os novos suportes virtuais, nomeadamente o do metaverso, recorrendo-se para isso da plataforma digital da SecondLife.  Contudo, podemos facilmente reconhecer nesta transição de recursos e plataformas, que se mantiveram as premissas iniciais do projecto Galeria Pública para Artes Digitais, tais como os vinculados ao conceito de espaço expositivo urbano e o da participação artística à distância potencializada pelas tecnologias decorrentes da globalização.

    Seguidamente, apresentamos dois textos publicados nos catálogos da Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira (2005 / 2007) e a um outro texto referente à apresentação do projecto desenvolvido para a plataforma do SecondLife, que presentemente se instituiu através da criação virtual da Fundação V5 - Portuguese Cultural Center.

Second Life

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A plataforma do Secondlife, enquanto meio relacional, lúdico e global possibilitou o encontro com diversos artistas internacionais que realizam projetos artísticos nesta plataforma digital. Na continuidade do projeto Galeria Pública para Artes Digitais no SL foram endereçados convites a diversos avatares_artistas que realizaram obras que estiveram disponíveis em diversas regiões e lugares públicos do Seconflife.

A partir de 2008 responderam ao projeto Galeria Pública para Artes Digitais no SL dois poetas, o português Ernesto de Melo e Castro e o brasileiro Jorge Luís António. As suas obras podem ser apreciadas em conjunto enquanto parte da coleção permanente da SL Fundação V/5 ao lado das obras propostas pelos avatares_artistas digitais: Juanita Deharo _ Austrália; Magix Merlin _ Suiça; Sunflower Aichi _ Tunísia / Suiça; Elro Tuominen _ Basco: Vitos Porta _ Portugal; Soleil Oh_França; Gracek Adamczyk_Polónia; Mirodi Tremor_Taiwan; Moya Janus_ França; WIN Iwish _ Inglaterra; Shihi Laa_Escócia e Filthy Fluno_U.S.A.; Urbanista do SIM Angel Isles, avatar ZEB BING/arquitecto Pierre-Divier Fouqué da Escola de Nice.

Para a XV Bienal de Cerveira foram convidados dois avatares_artistas com obra internacionalmente reconhecida, o americano Filthy Fluno e o francês Moya Janus a apresentarem os projetos artísticos que realizaram para a Galeria Pública_ para Artes Digitais no SL.

Formalizou-se o convite para as suas participações ao ser-lhes solicitado a que procedessem ao envio das versões dos seus projetos em ficheiros de alta resolução de modo a poderem ser impressos como arte final. Durante a XV Bienal de Cerveira estas obras digitais estarão disponibilizadas ao nível do percurso pedonal da vila nos dois dispositivos urbanos destinados à Galeria Pública_ para Artes Digitais.

Contudo, podemos facilmente reconhecer nesta transição de recursos e plataformas, que se mantiveram as premissas iniciais do projeto Galeria Pública para Artes Digitais, tais como os vinculados ao conceito de espaço expositivo urbano e o da participação artística à distancia potencializada pelas tecnologias decorrentes da globalização.

Sucesso! Ops!